terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Respondam, eu pago o selo!

Cigana, escape dessa euforia de tentar! Largue essa vassoura e deixe o chão sujo, afinal o tempo lá do lado deles está firo, vai chover e o lamaçal voltará pro seu quarto, com pedaços de capim.

Tenho um trem que anda muito devagar, cinco dias em casa por conta do carnaval e caminho por lugares que andaria mesmo que fosse cego.
Conte suas histórias mais engraçadas, e suas tragédias mais dolorosas pra eu compor uma bossa-rock.

Se preparem pro azar que vem a galopes rápidos, julgando todos os seus planos e fazendo você se achar menos certo das suas idéias.
Se preparem para as desilusões torrenciais que varrerão seus princípios e farão de você um cético no amor.

Se preparem pra me desmentir, me fazerem feliz!
Diga para aquela cigana que ela não sabe de nada, e que vou cuspir no chão de mentiras que ela limpou!


SEM MAIS, para acabar,
Um grande abraço queira aceitar
De alguém que está com fome
Atrás de algum convite pra jantar”


Noel Rosa.


Mario, o Tito.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Não tenho herdeiros, não possuo um só vintém...

E ela caminhou como se sentisse cheiro de cravos, cravou cheiros como se sentisse caminhos. Se avivou, enfim!

Agora se esconde atrás de Colombinas pecadoras e vadias, procura um Pierrô chifrudo e um Alecrim malandro com um pandeiro em punho.
Se arrepende do que se passa na folia, tem medo da quaresma, não se adapta aos costumes cristãos.
Passa a semana santa em greve de fome, esquece das quarenta noites e dos quarenta dias, come areia como se no deserto estivesse...

São sangrias, são avinhados e de vez em quando suicídios impessoais.


Será que é válido encher seu copo mais uma vez? E na quarta-feira as cinzas serão de quem?
Talvez as minhas, como disse Noel:

“Quando eu morrer, não quero choro nem vela
Quero uma fita amarela gravada com o nome dela”


Troco a fita amarela por um cordão, da bola preta!



Sem mais.
Mario Tito, carnavalesco.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Lá quem é Bacharel, não tem medo de Bamba

Eles sobem todos os dias as mesmas escadarias, fumam o mesmo cigarro, e jogam no mesmo canteiro.
Quantos mesmos!

Lá naquele lugar parece que todos são iguais, aquele doutor está com um pandeiro na mão seguindo o garçom no violão, um sustenta o vício do outro de acordo com o dia do pagamento.
A gafieira parece um campo de provocações, onde qualquer senhor tem livre acesso a qualquer senhorita (Desde que não esteja acompanhada, claro!), os carros de praça esperam os mais sofisticados cavalheiros, que já sentam sem seus chapéus com o cabelo engomado e intacto!


Ele dizia assim:

“... Se alguma pessoa amiga pedir que você
lhe diga
Se você me quer ou não, diga que você
me adora
Que você lamenta e chora a nossa separação
Às pessoas que eu detesto, diga sempre que eu não
presto
Que meu lar é o botequim, que eu arruinei sua vida
Que eu não mereço a comida que você pagou pra mim...”


É, quando eles deixam suas sandálias na entrada de casa, escolhem o copo mais limpo, e o filtro de barro se faz de cascata para a mais desértica das sedes e o mais intenso dos porres.
No dia seguinte repetem a mesma ladainha, trocam a cerveja pelo vinho de barril e as moças pelo tamborim.

E assim fomos...

...
...
Até amanhã...
...
...

Sem mais.
Mario Tito

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Seitas modernas.

Primeiro vamos apresentar o dono das minhas palavras: Frei Betto!

Um militante de ações pastorais, assessor do nosso querido Lulão, é escritor, foi preso na ditadura, e fez ações sociais em países socialistas revigorando as relações Igreja Católica-Estado.
Ah esqueci, é adepto da tal ”Teologia da Libertação”, que se disfarça de Igreja pra espalhar a peste marxista, com aquele discurso de coitadismo/perdedor que se espalha pelos países do terceiro mundo.

Outro dia esse mesmo camarada (agora companheiro), botou Santa Tereza de Ávila pra transar com nosso eterno canastrão Che Gue Vara, não é mentira!! Vuco-Vuco!

O que Tio Rei me contou foi que durante A festa de aniversário da grandiosa Maria Amélia Buarque de Holanda, mãe de Chico Buarque o tal Frei tentou professar sua fé com o seu próprio “Pai Nosso”, isso ai ele não gostou do que esse tal de Jesus Cristo falou e resolveu, assim como Lula, mostrar que é mais ele!

Bem, não vou colocar aqui a tal “oração”, creio que seria uma agressão a moral e aos bons costumes.

E ele como salvador das Américas?

Imagina o rebento de Che Guevara e a Ave Maria das Américas?
Seria o salvador, com sua nova bíblia de papel reciclado!
“Tomai todos e bebei, esse é o sangue de mais de 100 mil mortos em Cuba...”(ah tio rei)
“Comeis esse pão, pois só tens ele e a comida é racionada!”

Só não vale caminhar pelas águas lá em Cuba, se não já viu o que vai ter de gente querendo fugir Pros EUA.


Sem mais.
Mario Tito;

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Seu Aristides, o Taxista #1

E ele vira a esquina, pega um passageiro com um terno muito bem alinhado e o passageiro diz:

-Para o centro, rápido!

Ele não toma conhecimento e vagarosamente, dirige enquanto o celular do seu passageiro não para, e ele inquieto no banco de trás pergunta se o ar está quebrado.

-Vou aumentar a potência, senhor...

Ele parece ter a mãe na cruz, reclama do transito da temperatura e do governo, reclama dos ambulantes e diz que tinha que estar no seu destino à meia hora atrás da que marcava no relógio caríssimo que ele ornava.

-Senhor, a essa hora o transito realmente é complicado.

Nisso o telefone do passageiro toca, ele angustiado berra:

- NÃO ME IMPORTO COM O PREÇO, O CARRO TEM QUE SER COMPRADO, PAGO O DOBRO! NÃO QUERO SABER SE TINHA GENTE NA FRENTE EU PAGO O DOBRO!

Seu Aristides calmamente pede delicadeza, pois as janelas estão fechadas e não há necessidade de tantos gritos.
O passageiro estupidamente continua:


-FODA-SE, EU ESTOU TE PAGANDO TRATE DE TOCAR ESSA CARROÇA PRA O CENTRO OU LHE PROCESSO, SABE QUEM EU SOU?


Seu Aristides calmamente joga o carro pra cima da calçada, abre a porta de trás, dizendo:

-O senhor está pagando pela corrida, não por meus ouvidos, e tendo em vista que isso é uma carroça, queria que o senhor fizesse o favor de ir pra frente dela e conduzisse-a até o centro, pois minha corrida depende disso.Aliás não sei quem é o senhor pois não se apresentou...

-ah, a propósito me chamo Aristides e sou Taxista.



(O caso não acabou na policia)

Sem mais.
Mario Tito

sábado, 23 de janeiro de 2010

Será que ela não está esperando o inverno pra ser feliz?

Agora que já deu um passo rumo a sua recuperação, imagine como seria se não esquecesse nada e se todas suas falhas fossem eminentes na sua consciência.
Cruel, não acha?
Agora você tem de volta todas suas asneiras e amigos do seu lado, todos que te usaram para alimentar a própria endorfina deles...
É um passo de volta para sua recuperação.

Permanece sempre parada a ponto de desistir, de selar a última carta com um adeus de brinquedo, não enxerga nada que não quer ver apaga cada uma de suas memórias e as esconde por não ter coragem de se assumir e se permitir reviver, muito bonito.

Se agarre ao que ainda te resta, pense no que te consome e é tão sádico que você pensa que é amor, de repente é...
Não o que você sempre quis! Sempre imaginou...
Alguém estende os braços pra você, querem te usar mais uma vez...
E talvez você aceite.

Imagine o menos dos inconfiáveis, e torne-o seu como seu confidente.
Seus segredos serão dissipados sem que você perceba, como folhas para traças...

Agora que vejo o sol bem manso pela manhã, e ele evitou nos castigar com os 40º de costume posso perguntar:

-Será que ela não está esperando o inverno pra ser feliz?


Sem mais.
Mario, ausente, Tito.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Alguém jogue de volta o que é meu?

E com um lenço me disse adeus, pensei que pra nunca mais.
Eis que quase de repente, me renasce essa vanguarda, jovem donzela prometida, se soubesse quanto te confabulei em torres e notícias do mais velho dos mundos.

Meu sabonete cheira mais do que cheirava antes, exala um perfume que nem as rosas de Cartola sentiram. Minha barba vai ser feita, meu cabelo penteado, checando o bafo e usando uma bala pra garantir o sucesso das palavras quando estiver na sua frente e começar a gaguejar, e depois nada conseguir dizer parecendo o mais idiota dos mortais.

Volta com esse sorriso que vi por palavras, vota com esses dentes que brilham mais do que a estrela polar.
Eu ainda quero sentar naquele velho ônibus e perguntar qual era a canção que embalava seu sonho, e que as ruas da cidade maravilhosa sejam palco para o mais belo dos espetáculos.

Esquenta esse café, prepara suas galochas que o inverno desse hemisfério ta chegando, e o que há de vento pra beijarmos e de chuva pra beber não está nessa nova revista que você tanto lê.

Assegure-se que meu telefone está no meu bolso, sem eu te dar o numero espero sua ligação.
Creio que sua luz não é fruto da minha fértil imaginação.

Agora é minha vez de esquecer o destino.
E torcer para que o meu fabuloso acaso se acometa em me apresentar essa estrela polar de variações etílicas diferentes.

Sem mais.
Do Sempre, sempre e sempre.